A construção da intenção de voto do eleitor se dá a partir de muitas variáveis: identificação partidária e ideológica, posição de classe, hábitos de consumo, exposição às propagandas políticas e eleitorais, entre outras. No entanto, é inegável que a decisão de voto seja fortemente influenciada pelas estratégias de propaganda dos partidos e candidatos durante o período eleitoral.
Essa nova era da comunicação de massa modificou diversos hábitos e processos de interação social da nossa sociedade e o campo da política não ficou imune a essas mudanças. O desenvolvimento dos Meios de Comunicação de Massa - sobretudo da televisão e do rádio - aproximaram os candidatos aos eleitores, privilegiando, dessa forma, cada vez mais a construção da imagem dos políticos. Portanto, o voto vai se tornar mais personalista, relacionado diretamente com as características pessoais de cada candidato e os partidos passam a exercer papel secundário no jogo político.
Nessa atual forma de fazer política, os eleitores vão ser entendidos como consumidores (Pierre Bourdieu, 1997) e apesar de os candidatos não poderem ser compreendidos simplesmente como produtos à venda, vai ser bastante visível o uso de técnicas da publicidade do mercado do consumo. Assim como na publicidade comercial, que utiliza o conceito de campanha para dar maior ênfase aos apelos emocionais em detrimento aos atributos objetivos do produto, a propaganda política faz constante uso de elementos que puxam para o lado emocional do eleitor. A política vai adquirir características de entretenimento, ocorrendo, dessa forma, uma espetacularização, um verdadeiro show de “personalidades”.

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